Adriano Abreu

Betânia Ramalho, Seec
A Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec) poderá abrir
processo para demitir 550 servidores por abandono de emprego em um prazo
de oito dias. Isso porque a Seec desconhece o paradeiro desses
funcionários, ou seja, não sabe se está trabalhando e em qual unidade da
Educação. A maioria, não localizada pelo Censo da rede, é composta por
professores que deveriam estar em sala de aula, segundo a secretária
Betânia Ramalho. O gasto anual com salários e encargos sociais dos
‘fantasmas’ chegaria a quase R$ 3 milhões.
Os
servidores foram listados em portaria conjunta da Seec e da Secretaria
de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (Searh) publicada no
Diário Oficial do RN da última quarta-feira, 16/07, e têm o prazo de
oito dias, contados a partir da publicação do edital, para comprovarem o
local de desempenho de suas atividades funcionais.
“Os que
não fizerem isso serão demitidos por abandono de emprego, conforme a
lei. Precisam trazer declaração do diretor da unidade onde estão lotados
e será feita uma investigação”, destacou a secretária. Atualmente, 250
servidores já estão em processo de demissão por abandono, de acordo com a
gestora da Educação.
Saiba mais
A
Seec é a maior pasta do Estado, considerado o número de servidores: são
27 mil, no total. Destes, são 11 mil professores, somados efetivos e os
temporários. A quantidade exata de professores com ‘paradeiro
desconhecido’, entre os 550 servidores, não foi divulgada pela Seec.
Betânia
afirma que, quando a atual gestão assumiu, em 2011, o controle de
presença era feita manualmente, passado dessa forma para a folha de
pagamento. “Essa foi uma das principais dificuldades. Não havia
controle”, pontuou. Somente em 2012, com a implantação do Sagep (Sistema
de Acompanhamento e Gerenciamento de Pessoal), o trabalho passou a ser
digital.
Naquele ano, foi identificado problema de registro em
2.400 casos. O último censo, em maio deste ano, cruzou os dados do Sagep
com os do Sistema Integrado de Gestão da Educação (Sigeduc), que também
faz o controle dos recursos humanos dentro de cada escola, e começou a
funcionar totalmente neste ano. “Dessa forma, a gente tem condições de
acompanhar, emitir relatórios, disciplinar o percurso do profissional
dentro da rede”, disse.
Nesse processo, os técnicos da Seec não
encontraram 1.500 servidores na rede estadual. Os trabalhadores tiveram
os nomes publicados em portaria com prazo de 30 dias para comparecerem
às diretorias regionais. Após o trabalho realizado pelas Direds, 950
servidores comprovaram prestação de serviço, porém os 550 continuaram
‘desaparecidos’.
Confira lista
dos servidores convocados a, no prazo de 8 dias, contados a partir da
publicação do edital, comprovarem o local de desempenho de suas
atividades funcionais.
Tribuna do Norte
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